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segunda-feira, 5 de julho de 2010
O RESISTENCIA MARAJOARA é um projeto coordenado pelos artistas Francisco Weyl e Isabela do Lago. Foi vencedor do Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em pontos de Cultura (Minc/Funarte – 2009). Com a anuência do Ponto de Cultura Reconquistando Ate, Cultura e Cidadania (Soure), àquela altura e ainda agora desarticulado – por motivos que não vem ao caso esclarecer, até porque nem são do meu domínio – e com a generosa colaboração da Casa de Cultura O Cruzeirinho (hoje Ponto de Cultura).
quarta-feira, 14 de abril de 2010
De volta a Soure com muito orgulho
Através do INOVACINE - FAPESPA que vai a Soure esta semana fazer oficina de cineclubismo, acontecerá a estréia dos
filmes realizados pelo Resistência Marajoara em 2009 com a comunidade local durante residência artística no ponto de cultura Reconquistando Arte, Cultura e Cidadania.
Quando iniciamos o projeto por lá, a fala comum era de que, pessoas de fora do Marajó se instalam na ilha, pesquisam, realizam seus trabalhos e levam sem deixar absolutamente nada para a comunidade, que sem retorno se sente usurpada.
O retorno destes filmes para a comunidade de Soure neste momento, é para mim uma grande satisfação, é sinal de que precisamos reconhecer o alto valor da cultura marajoara neste processo de afirmação da identidade amazônida, mas isto não fica por aí, precisamos ainda garantir que estas pessoas tenham acesso aos bens culturais produzidos por elas e por outras pessoas de onde quer que seja, e o audiovisual tem muito mais a contribuir com isto, é hora de plantarmos as sementes de um pensamento mais fraterno, mais igualitário em hora de reconhecermos nossas diferenças numa busca de democratizar a arte, condição mínima para o real desenvolvimento que tanto precisamos. .
Nós artistas, poetas, educadores, produtores, pesquisadores, articuladores sociais, e quem mais vier a somar será sempre bem-vindo, convido a todos a participar desta corrente, convido a todos a entrar nesta corrente cineclubista!
Bela do Lago.
filmes realizados pelo Resistência Marajoara em 2009 com a comunidade local durante residência artística no ponto de cultura Reconquistando Arte, Cultura e Cidadania.
Quando iniciamos o projeto por lá, a fala comum era de que, pessoas de fora do Marajó se instalam na ilha, pesquisam, realizam seus trabalhos e levam sem deixar absolutamente nada para a comunidade, que sem retorno se sente usurpada.
O retorno destes filmes para a comunidade de Soure neste momento, é para mim uma grande satisfação, é sinal de que precisamos reconhecer o alto valor da cultura marajoara neste processo de afirmação da identidade amazônida, mas isto não fica por aí, precisamos ainda garantir que estas pessoas tenham acesso aos bens culturais produzidos por elas e por outras pessoas de onde quer que seja, e o audiovisual tem muito mais a contribuir com isto, é hora de plantarmos as sementes de um pensamento mais fraterno, mais igualitário em hora de reconhecermos nossas diferenças numa busca de democratizar a arte, condição mínima para o real desenvolvimento que tanto precisamos. .
Nós artistas, poetas, educadores, produtores, pesquisadores, articuladores sociais, e quem mais vier a somar será sempre bem-vindo, convido a todos a participar desta corrente, convido a todos a entrar nesta corrente cineclubista!
Bela do Lago.
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domingo, 10 de maio de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Ao propormos um filme coletivo
... temos cada um de nós que criar este projeto, partilhando as nossas sentenças e diferenças, afirmando as nossas desavenças e afinando as nossas competências.
Somos artistas metafísico-positivos, dispomo-nos a aprofundar e radicalizar este processo, que se torna ele próprio artístico, filosofal, na medida em que nos permite refletir sobre a extensão de nossa proposta, ao mesmo tempo em que revira a terra para que esta receba as sementes que vamos plantando nesta caminhada.Entregamo-nos ao desconhecido, não temos medo do escuro, somos semeadores de futuros.
Em busca do tempo perdido.
© Francisco Weyl
Carpinteiro de Poesia e de Cinema
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No dia 26 de fevereiro de 2009 encontramo-nos no Corredor Polonês Atelier Cultural
para participarmos do seminário onde cada um de nós apresentaria os seus projetos de oficina
Pela ordem, abri a sessão com uma exposição global do projeto, tendo, se seguida, exposto a minha oficina. E depois vieram o Carlo Rômulo e o André Queiróz e a Isabela do Lago.
Penso que foi um momento importante para consolidarmos os nossos projetos ao expormos e dialogarmos sobre os conteúdos e as metodologias com as quais pretendemos trabalhar em cada uma das oficinas.
Este processo sedimentou as nossas falas que iríamos fazer – e fizemos – no dia 4 de março, quando do encontro com cerca de vinte lideranças comunitárias de Soure, às quais conquistamos ao expor em linhas gerais os nossos objetivos com este projeto.
Foi um encontro significativo, com a participação consciente e crítica da comunidade, para a qual pedimos confiança e apoio para levarmos o nosso projeto avante.
Dissemos o que iremos fazer, ou seja, sem cartas marcadas e regras determinadas, queremos fortalecer as organizações comunitárias, mediante o desenvolvimento de um projeto de caráter artístico e cultural, que tem como meta fazer um filme (COLETIVO), pela própria comunidade e a partir do olhar da própria comunidade, que será convidada a participar de oficinas, das quais surgirão as idéias e as práticas de realização da obra cinematográfica coletiva, que será apresentada à comunidade em cerca de dez sessões públicas.
Antes desta reunião pública do dia 4 de março, em Soure, durante os dias 2 e 3 de março, nós nos diluímos no cotidiano do Município, alugamos bicicletas e rodamos vários espaços, conversando com professores, poetas, representantes de instituições, e, ao mesmo tempo, procurando uma casa onde afinal deveremos RESIDIR ao longo do período de duração do projeto, entre abril e setembro de 2009.
Assim sendo, na segunda, dia 2, fomos à Semed e falamos com as professoras Rosilea e Jocelma. Fomos de seguida visitar o cemitério, depois na Biblioteca Municipal e depois andamos até a colônia de pescadores e a Resex. E no final da tarde fomos buscar o Carlo Rômulo.
Na terça, dia 3, fomos até ao Crass, conhecemos a professora Marilene, acertamos, inclusive, elaborar um projeto de formação para multiplicadores sobre confecção de máscaras de papel machê. De seguida, passamos na Associação dos Artesãos de Soure e depois estivemos com o Antenor Penante no Cortume.
Depois pedalamos até Araruna. E antes e durante e depois de tudo isso, falamos com várias pessoas sobre casas, e visitamos cerca de sete casas.
Em todos os momentos, passamos a nossa mensagem.
Na quarta, dia 4, finalmente, encontramos com a comunidade, no auditório da prefeitura.
© Francisco Weyl
Carpinteiro de Poesia e de Cinema
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